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CURSO
A sabedoria têxtil

Partindo das vivências da artista Isabella Alves em cooperativas e ateliês de artesãs e artistas mexicanas, o curso busca criar um espaço de compartilhamento de saberes dentro da prática têxtil e da cosmopercepção que ela carrega. Há três anos, a artista brasileira pesquisa o fazer têxtil no território mexicano e sente a necessidade de partilhar os encantamentos, aprendizagens e desdobramentos desse percurso, que hoje também integra sua investigação de mestrado em Artes Visuais na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).

O curso nasce do desejo de pensar o têxtil como um lugar de escuta e de criação de vínculos, num espaço em que o tempo se tece a seu próprio ritmo, sintonizando com gestos, materiais e histórias. Perguntas orientam o caminho: o que podemos aprender com os detalhes do processo? Como nos relacionamos com o entorno, as matérias-primas e outros seres? Como os fios podem nos deseducar?

A arte têxtil é compreendida como portadora de uma sabedoria oral e sensível, que atua como referencial histórico, social e pedagógico. É nesse encontro entre práticas, pensamentos e afetos que o curso busca ampliar o diálogo sobre um fazer que se mantém à margem do mercado artístico, afirmando sua dimensão contracolonial e sua resistência à captura pelo sistema do capital e pela aceleração do tempo.

O curso, de caráter teórico-prático, contará com momentos expositivos, rodas de conversa e experimentação artística, com o objetivo de fomentar o debate e fortalecer os encontros, abrindo caminhos para pensar e tecer coletivamente outros modos de criar e aprender. Cada participante será convidado a elaborar/iniciar um caderno de artista ao longo dos encontros.

A proposta se sustenta em um marco teórico contracolonial e feminista, que reconhece e valoriza os saberes indígenas e afrodescendentes da América Latina como referências fundamentais. Baseia-se em uma bibliografia cuidadosamente elaborada, composta principalmente por pensadores negros e indígenas, com o intuito de oferecer ferramentas críticas para refletir sobre território, memória, comunalidade e história a partir de perspectivas próprias. Entre os principais referenciais que orientam esta investigação estão Conceição Evaristo, Nego Bispo, Lélia Gonzalez, Elvira Espejo Ayca, Ailton Krenak e Gladys Tzul Tzul, cujos pensamentos propõem leituras críticas sobre o território, a memória e o pensamento indígena e negro em Abya Yala, servindo de guia conceitual para a construção deste espaço de aprendizagem coletiva.

 

Dias 28 de outubro, 4, 11 e 18 de novembro (terças-feiras) 

Horário 19 às 21h30 / horário de Brasília

Formato Virtual / Necessário ter acesso a um dispositivo com conexão à internet nesses horários.

 

Investimento Propomos valores conscientes para a viabilidade da pesquisa e acessibilidade do curso. Abaixo sugerimos dois valores base e você adapta para o que é justo/adequado para sua realidade.

600,00 (em 1x via pix) / 500,00 (em 1x via pix) / 0,0 (bolsista) ver as condições de seleção abaixo

Pagamento Chave-pix: isabellacomdoiseles@gmail.com / Banco Inter.

Bolsas Será disponibilizada 1 bolsa para o Norte ou Nordeste do Brasil. Para participar do processo de seleção os interessados devem enviar uma breve carta de motivos e documentação com foto para isabellacomdoiseles@gmail.com até 17 de outubro. O bolsista será comunicado até o dia 22 de outubro via e-mail.

 

Vagas limitadas.

 

Isabella Alves, 36 anos, é artista visual, pesquisadora e designer gráfica brasileira. Nasceu em Recife, morou por sete anos em São Paulo e há três anos vive entre a Cidade do México e Oaxaca. É mestranda em Artes Visuais, pela Facultad de Artes y Diseño/FAD, Universidad Nacional Autónoma de México, onde desenvolve o projeto de pesquisa A Sabedoria Têxtil: práticas têxteis como cosmopolíticas contracoloniais no México, dedicada a pensar a partir de uma articulação do têxtil em Abya Yala, a tradição oral dos povos originários dentro dessa prática e sua pedagogia contracolonial. Nos últimos três anos tem trabalhado com duas comunidades de Oaxaca: o Santuário del Gusano de Seda, em San Pedro Cajonos, dedicado ao tear de cintura e à criação da seda, e com artesãs de Teotitlán del Valle, que se dedicam ao tear colonial e aos tingimentos naturais. Com formação acadêmica em Design Gráfico pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE, 2011), tem uma trajetória profissional dinâmica no encontro entre artes visuais, design autoral e educação popular. Desenvolve também a pesquisa-vivência A Mulher Ferida (@amulherferida) que une a prática da arte têxtil à reflexão feminista afrolatinoamericana.

Perguntas: isabellacomdoiseles@gmail.com

Obrigada pelo seu interesse e apoio!

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